08
Fev 10

 

Ele voltara às leituras. Um mundo de sonho, só seu, onde era personagem de histórias que outros tinham sugerido. Lia agora um conjunto de pequenos textos sobre Macau, a China e o velho Wenceslau, publicado três anos antes. Demorou-se na leitura de uma página em particular... "O ópio de Macau tem fama, é muito apreciado, havendo um técnico especialmente encarregado de prová-lo antes de sair da fábrica. A operação de fumar o ópio é muito mais complicada do que a de fumar tabaco, pois que além de um cachimbo especial, requer ainda vários utensílios entre os quais figura a indispensável lamparina do ópio." Sorriu, imaginando o estado do técnico provador... Imaginou-se provador, imaginando Boubouka como preciosa gota leitosa de afyan... Caíu em si. Haviam-se passado semanas. Tinha que resolver a questão da sua passagem para Macau.

Não se apercebera que tinham passado tantas semanas. Em breve, o Sibajak efectuaria nova viagem para o sudeste asiático. Não hesitou. Desistiu da passagem aérea. Revalidou a passagem no navio. Disse a Boubouka que partiria em breve. A resposta dela foi o mais triste dos sorrisos que ele havia visto. Ao fim da tarde, Boubouka desistiu de se conter. Era um olhar sussurrante, o seu. "Não me deixes..." pediu ela, sem quase mover os lábios. Ele olhou-a, como se nunca tivesse olhado para ela.  O espaço entre aqueles olhares era uma tristeza imensa. "Nunca te deixarei", prometeu ele. Tremia, quando o disse. Tremiam os dois quando se abraçaram.

Ele compreendera que nunca mais amaria ninguém como amava Boubouka. Os dias tornaram-se numa longa e insuportável angústia. As noites passaram a ser contínuos pesadelos, em que um monstruoso Sibajak o engolia a ele, Jonas.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 19:53

 

 

Não respondeu. Não sabia que responder. Compreendera finalmente que a doçura do sorriso de Boubouka não representava uma rendição incondicional.

O seu temperamento habitual renasceu. Sabia que a culpa da indiscrição era sua, sabia que tinha sido ele a criar as barreiras, sabia que tinha sido ele a provocar Boubouka. Mas o seu feitio difícil era uma força que não conseguia controlar. Passou a culpar Boubouka pelas mínimas contrariedades. Irritava-se com insignificâncias. O mau humor era frequente.

Boubouka parecia personificar a conjugação da submissão feminina islâmica e do martírio cristão. Calava os insultos e os despeitos. Tratava-o com a deferência que o Corão prescrevia para o mais santo e sábio dos homens. Não o recriminava, não lhe gritava, não respondia. 

Mas o fosso crescia, transformando-se paradoxalmente num muro intransponível. Ambos o sabiam. O silêncio entre eles passou a ser ensurdecedor.

A sua irritabilidade não lhe permitia estar muito tempo concentrado. Pegava nos jornais em inglês ou francês e apenas lia os títulos. Folheava as revistas e mal reparava nas fotografias ou no glamour das actrizes. Uma única vez se conseguiu concentrar. Copiava hieroglifos de uma publicação egípcia, sem saber o seu significado – um círculo contendo quatro linhas onduladas; um semicírculo; um círculo contendo outro círculo, vazio; um estreito rectângulo horizontal rematado por dois semicírculos, sustentando o que pareciam ser papiros e outras plantas estilizadas.

Acabou a escrita surpreendido consigo mesmo. Por momentos estivera completamente absorvido pela tarefa. Não se lembrava que algum pensamento lhe tivesse ocorrido. Apenas deixara a mão deslizar pelo papel, como se fosse um instrumento. Um autómato. Caligrafia e caracteres impressos como se tivessem saído da mesma tipografia. Copiara frases ou ideias que desconhecia. Não sabia porquê. Hesitou antes de deitar a folha ao lixo. Acabou por abandoná-la em cima da mesa.

Uma folha de papel abandonada. A primeira coisa em que Boubouka reparou, no regresso a casa. Estranhou os desenhos. Ele mal sabia árabe e certamente quase nada da escrita hieroglífica. Menos ainda da hierática ou da demótica. "Akhet...", pensou Boubouka, "Akhet..." As inundações cíclicas do Nilo. Mas também nascente e poente, o horizonte, quando este som era transcrito com outros hieroglifos... Julho passara, chegavam os últimos dias de Agosto. Boubouka não teve quaisquer dúvidas. Aproximava-se o fim de um ciclo.

 

 

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07
Fev 10

 

Era um amor sereno, aquele. Os momentos de cada dia surgiam como uma dádiva preciosa – as águas do Nilo transbordando e alagando os campos, o vermelho vivo dos grãos de uma romã madura, o aroma inebriante das flores de laranjeira na frescura de um pequeno pátio.

Tudo decorria a um ritmo natural, trazendo contentamento e felicidade. Ele e ela. Nada mais parecia existir. O mundo era uma relação a dois, desafiando a ansiedade insuportável, quase eterna, que antecedia cada chegada. Uma celebração renovada de cada regresso anunciado. Uma ilha suspensa no tempo.

Uma tarde, ele pegou numa velha fotografia que Boubouka guardava cuidadosamente. "Alguém da tua família?", perguntou. "Não... uma imagem de que gosto muito, nada mais..." Era uma mulher jovem, com um véu, um pequeno cilindro de cana, sobre a testa e o nariz, e uma criança de colo, sobre o ombro. "O berloque (não sabia que outro nome lhe dar) tem algum significado?", inquiriu, intrigado. "As mulheres de algumas tribos usam-no para indicar que são casadas..." Ele olhou outra vez para a fotografia, ficando pensativo. "Boubouka... Boubouka, por que é que nunca casaste?" Boubouka sorriu de uma forma enigmática. Ele lembrou-se imediatamente do sorriso da Gioconda e arrependeu-se da pergunta. Ocorreu-lhe que há fronteiras que não se devem ultrapassar, sob pena de não podermos voltar atrás... Mas já era tarde. Boubouka retorquiu-lhe, docemente, "E tu? Por que é que casaste?..."

  

 

 

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Caïro, a mesquita de Kalann. Aguarela reproduzida num postal italiano de 1917.

 

Vagem. Há quanto tempo não lhe ocorria aquela palavra... Uma palavra que lhe recordava sempre o verde, as hortas, a sopa de legumes que detestava e o obrigavam a comer quando criança... Os tamarindos que Boubouka trouxera lembravam-lhe vagens. Estas, no entanto, eram umas vagens castanhas, de casca rija mas macia, aveludada.

Engraçado. Durante imenso tempo, no seu entendimento inexperiente, tâmaras e tamarindos eram o mesmo. Só um dia, no souk, quando lhe mostraram as tâmaras secas, meladas e mirradas (os estrangeiros gostavam delas  inchadas, carnudas, por isso se passavam pelo vapor antes da exportação), lado a lado com a camurça castanha dos tamarindos, é que percebeu. Ao entardecer, em casa, foi a alegria da descoberta de uma nova textura e de um novo sabor. Boubouka abrira os tamarindos e dera-lhos assim, sem mais explicação. Ainda hesitou, procurando os talheres... Depois riu-se, de si próprio e dos seus preconceitos. Usar as mãos, de preferência a direita. A esquerda seria para outras tarefas e por isso menos indicada para comer, por ser mais impura.

Não sabia que fazer com aqueles longos fios que envolviam a polpa, até que Boubouka os retirara e lhe levara bocadinhos do fruto à boca. Um sabor adocicado mas também ligeiramente ácido... Um sabor a ameixa. Sim, ameixas. Ameixas secas! Mas não cláudias ou caranguejas, antes ameixas vermelhas, ou mesmo abrunhos. Depois, a inesperada impressão dos caroços... Enormes e de formato estranho! Pareciam dentes, dentes de mogno. A polpa quase não os cobria.

Agora segurava na mão cascas e sementes que já lhe eram familiares. Lembrou-se das crianças que vira mais tarde, na rua, brincando. Das brincadeiras simples das meninas. Num ápice, levantou-se. Lavou e secou as sementes. Fez um colar. Quando Boubouka regressou com o tamr hindi colocou-lhe o colar. Naquele pescoço de bronze o colar parecia uma jóia. Boubouka sorriu. Ele sorriu. Beijaram-se. Ele suspirou. Era feliz. Tinha mais de trinta anos e nunca havia sentido tal felicidade...

 

(http://www.flickr.com/photos/harshadsharma/)

Photo © Harshad Sharma

 

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publicado por blogdaruanove às 10:50

06
Fev 10

Caïro, cerca de 1936

 

Boubouka sorriu quando regressou e viu  a chaleira de cobre colocada sobre a mesinha. "Hmmm, chá de menta..." Encontrara-o de bruços, sobre o leito, ainda completamente vestido. Tivera tempo de preparar a infusão e de beber um pouco, mas sucumbira logo depois. Junto da mesinha, o narguilé, na sua verticalidade bojuda, parecia um sacerdote. O sagrado sacerdote do silêncio. Hierático e digno, depois do sacrifício. Ao lado, no chão, uma das suas últimas obsessões, o Culto do Chá, do velho Wenceslau, aberto como uma tenda. Soubesse ela Português e teria achado irónica a passagem das páginas em que o livro ficara aberto – "Aponta-se-lhe mais outros condões: excita ligeiramente o organismo, combate o cançaço das vigilias, predispõe ao bem estar, infiltra no cerebro nao sei que subtil embriaguez, lucida todavia, que nos torna mais affectivos ás sensações de agrado e mais aptos ás elaborações do pensamento." 

Assim, ficou-se apenas pelo pensamento, igualmente irónico "Menta... não é suficientemente forte para ressacas, habibi..." Voltou a colocar o véu e saíu, dirigindo-se para o souk. "Tamr hindi, precisas é de um bom trago de tamr hindi, querido..."

Quando regressou, envolta no aroma das especiarias, encontrou-o já na varanda, alheio ao ruído da cidade e aos apelos do muezzin. Sorriu-lhe docemente, recebendo dele um olhar embaraçado... "Fiz chá de menta...", disse ele num sussurro. Boubouka sorriu ainda mais, e mostrou-lhe uma mão cheia de tamarindos. "Precisas de algo mais forte, habibi..." Ele ainda lhe começou a traduzir Wenceslau, querendo evocar as virtudes e condões do chá. Sabes, diz aqui que "O chá japonez tem a virtude de mitigar a sêde. Assim se explica o habito dos japonezes não beberem agua; mesmo na força dos calores, em pleno agosto, a chavena de chá, saboreada a goles, lhes dá pleno consolo..." Mas o sorriso dela deixou-o sem vontade de argumentar. "Precisas de uma bebida fresca, ácida e estimulante, habibi. Não estamos no Japão. Confia em mim, deixa-me tomar conta de ti..."

 

Photo © Solil

 

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publicado por blogdaruanove às 20:46

Fokker XII, ao serviço da KLM (1936)

 

Boubouka mantinha o seu espaço privado e as suas outras relações afectivas bem longe desta aventura amorosa. Sabia que não passaria disso, apesar de a estadia do amante se ter prolongado já por duas semanas. Os folhetos da KLM estavam agora espalhados pelo quarto, hesitantes cartas de despedida anunciando uma partida inevitável.

A paixão continuava. A atracção do calor e do movimento dos corpos era ainda irresistível. Mas o olhar dele cada vez mais se desviava para as imagens dos aviões... "Já terão colocado os novos Fokker ao serviço? Conseguirei um lugar em breve?", pensava... Não tinha dito a Boubouka que o prolongamento da sua estadia se devia também ao exíguo número de lugares disponíveis em cada avião. Nem mesmo os novos aparelhos de carreira da KLM, os FXVIII, deveriam transportar mais de dez passageiros...

Durante as ausências de Boubouka, passava o tempo cada vez mais intrigado com os relatos de um autor fora de moda, que descrevia o ambiente de Macau no início do século... "Scena domestica. Lá está o meu cosinheiro a bater cabeça, como se diz n'este Macau; lá está elle rezando aos seus deuses protectores. Que lhe preste!"... Estes ritos, para si exóticos, prometiam-lhe um mundo que ultrapassava o imaginável, mesmo para quem já tinha contactado com outras culturas, como a africana... Ah! Mas África não era apenas África, uma só África... Sucederia o mesmo no Oriente?

Todos os relatos de Wenceslau de Moraes lhe pareciam misteriosos, como aquela outra impressão de Macau, que ele registara... "O que faria aquelle bando de leprosos, que a policia da colonia surpreendeu e agarrou? O que faria aquelle bando de leprosos, além no meio do rio, sobre um miseravel barco, pela noite velha, tenebrosa e fria, ora pairando e deslisando ao grado da corrente, ora remando manso, de margem para margem, em vigia?..."

Veio-lhe à memória o velho conceito medieval da nave dos loucos. E imaginou dezenas, centenas, milhares de  loucos acotovelando-se numa pequena embarcação. De repente, intrometiam-se na sua imaginação personagens dos quadros de Bosch. Guinchando, uivando, acenando! E reclames luminosos, piscando e anunciando: Futuro! Futuro! E o nome desconhecido de Katherine Porter! (Quem seria aquela?) E um navio viajando entre o México e a Alemanha... o Vera! (Que era aquilo? Nunca tinha viajado naquele navio, nunca tinha ido ao México...!) E datas, repetidas, sempre as mesmas: 1931! 1962! 1963! 1931! 1962! 1963! (1931? Nesse ano estava em Angola... 1963? O ano de nascimento da sua neta, mas então já estava morto, tinha acabado de morrer nesse mesmo ano... Uma neta? Morto? E que raio estaria ali a fazer o 1962?...)

Levantou-se, cambaleando, enquanto tentava mover desajeitadamente lábios e língua, pensando, mais que dizendo, para si próprio: "Diabo! Se umas simples fumaças de narguilé me deixam assim neste estado, em Macau tenho que me acautelar..." 

 

Fokker XVIII, ao serviço da KLM (1936)

 

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publicado por blogdaruanove às 11:39

05
Fev 10

 

A escala em Port Saïd trazia-lhe à memória a estadia em Angola. Quatro anos. S. José do Lubango e Luanda. A frescura do planalto e a brisa marítima do litoral. Uma vida calma. Mais dois filhos. E um troféu da carreira de tiro de Luanda. Belo troféu. Um caçador em trajo da Baviera, penacho no chapéu, colocando cartuchos na caçadeira. O seu orgulho. Todos os outros atiradores haviam ficado de olho nele... Devia ter sido isso que lhes distraíra a pontaria.

Mas o Egipto era bem diferente de Angola! África, sim, mas outra África. Não tivesse ele navegado brevemente ao longo das margens do Nilo,  enquanto o navio escalava as proximidades do Caïro, e diria que o país não era um país. Antes um extenso deserto. Um outro calor. Mais seco, mesmo à beira-mar. 

As mulheres, no entanto, misteriosas e atraentes. Em todas adivinhava as coxas roliças, as ancas generosas, a estreita cintura de bailarinas. Sob as vestes, todas ensaiavam uma lenta e sedutora dança do ventre. Sob o véu, todas pronunciavam ternas palavras... Palavras cheias de encanto, numa língua desconhecida... Na medina, jovens passeavam recatadas, junto das mães. As vestes deixando uma fragância adocicada, logo absorvida por pequenos botões de resina aromática. Os ramos de noiva expostos nos ourives. Incenso e coral. O coral dos ramos de prata reflectindo-se na cor de alguns brincos. O incenso regressando à rua. As vozes misturando-se com risos de alegria. Todo aquele movimento parecendo uma irresistível dança colectiva, convidando-o a descobrir a cidade. E as promessas da madrugada.

Antes de a noite acabar, envolto pelos braços e pelas consoantes ciciadas de Boubouka, tinha já tomado uma decisão. As coxas longas e tépidas da dançarina prendiam-no. O serpenteante umbigo  hipnotizava-o. O longo cabelo perfumado cegava-o. Deixaria partir o Sibajak. Seguiria no próximo avião.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 18:20

  

Port Saïd, 1936

 

Era uma longa viagem por mar. Quase dois meses, de Lisboa a Macau. Mais de duas semanas, de Port Saïd a Singapura.  E agora tinha o anúncio da KLM, ali, a tentá-lo. Antes tivesse apanhado o avião. Fazia escala mesmo ao lado, no Caïro, seguindo logo após para Gaza, Bagdad, Karachi e Bangkok. Ainda poderia apanhá-lo... Mas depois teria de descer em Palembang ou Batavia para apanhar novamente o barco... Não, seria melhor continuar no Sibajak. Um navio cómodo, construído oito anos antes, remodelado havia poucos meses. Além disso, vinha quase lotado desde Roterdão e os portugueses eram poucos. Disfrutava, assim, de uma presença discreta, quase anónima. Situação muito do seu agrado.

Os pensamentos ocupavam-se já de outros assuntos. Amigos que se afastavam ou desapareciam. No ano anterior, em Julho, soubera que o Miguéis partira para Nova Iorque, sem intenções de voltar. Agora, a carta. Recebida na posta restante do porto, escrita por um miúdo que lhe era quase desconhecido, o Saramago, a quem haviam pedido para lhe dizer que o Ricardo Reis falecera. Desiludido com a república, perdidas as esperanças de reimplantação da monarquia, passara mais de quinze anos exilado no Brasil. Mas voltara. Voltara a Lisboa para morrer pouco tempo depois, vivendo aqueles últimos nove meses como um fantasma. Apesar da sua obsessão por Marcenda e da sua ligação com Lídia, não esquecera, nunca, a sua antiga paixão. Lídia. A outra Lídia. A verdadeira. A que ele havia criado e acarinhado. Acabara, assim, por viver um presente imerso no passado.

Lembrou-se depois das alarmantes notícias sobre Marrocos e o levantamento Franquista que alastrara à Península... Mas a situação não seria menos complicada na China e nas vizinhanças de Macau. Bem a norte, consolidava-se a invasão da Manchúria, perpetrada cinco anos antes, e o governo-fantoche de Manchukuo que os japoneses aí tinham instalado. Mais próximo de Macau, desenvolviam-se confrontos entre nacionalistas e comunistas, os quais haviam feito anteriormente uma ocupação sangrenta de Cantão. A ocupação durara poucos dias, mas a insurreição continuava.

Sentiu-se preocupado. Sabia que, uma vez em Macau, iria inevitavelmente sentir as consequências destes conflitos. 

Da família que deixara para trás, mulher e cinco filhos, poucas lembranças e nenhumas preocupações...

 

MS Sibajak

 

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publicado por blogdaruanove às 02:04

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